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Fim da escala 6x1: produtividade vira prioridade para a sua PME

O Senado aprovou a PEC que reduz a jornada para 40 horas e acaba com a escala 6x1. Veja por que processos organizados viram a principal defesa da PME.

Resumo O Senado aprovou na quarta-feira, 14 de outubro, a PEC que acaba com a escala 6x1 e reduz a jornada máxima de 44 para 40 horas semanais, em duas etapas. Para a pequena empresa, a conta é simples: a mesma operação vai precisar caber em menos horas, e o Sebrae aponta a produtividade como o principal desafio da adaptação.

O que aconteceu

O plenário do Senado aprovou a PEC 221/2019 em dois turnos, com 75 votos a favor e um contra. O texto garante dois dias de descanso semanal remunerado, um deles preferencialmente no domingo, sem redução de salário, e limita a jornada a oito horas por dia. A proposta seguiu para promulgação, que o presidente do Senado anunciou para a sessão solene do Congresso desta sexta-feira, 16.

A mudança será gradual. Segundo a Rádio Senado, dois meses após a promulgação a jornada cai de 44 para 42 horas por semana; um ano depois dessa primeira etapa, chega a 40 horas. Acordos e convenções coletivas podem distribuir a jornada de outro jeito, desde que os direitos da PEC sejam mantidos, e pontos específicos de alguns setores ainda dependem de regulamentação.

No mesmo dia, o Sebrae lembrou que, na sua pesquisa Pulso dos Pequenos Negócios, 51% dos donos de micro e pequenas empresas e MEIs disseram que o fim da 6x1 não terá impacto no negócio, enquanto 27% esperam impacto negativo. A orientação da instituição: entender como a operação funciona hoje, com seus dados e processos, e buscar ganhos de produtividade sem necessariamente aumentar custos.

O que isso muda para a sua empresa

Na prática, cada funcionário em jornada cheia terá quatro horas a menos por semana ao fim da transição. Quem hoje usa parte do expediente para tarefas que não geram valor (passar pedido do WhatsApp para a planilha, conferir estoque no caderno, montar relatório copiando dados de três sistemas) vai sentir essa diferença primeiro. O desafio não é só escalar turnos: é descobrir quais horas da equipe estão indo para retrabalho.

O custo de ficar de fora

Se o processo continuar igual, sobram duas saídas caras: contratar para cobrir as horas que faltam ou deixar o atendimento e a operação mais lentos. A empresa que mapear e automatizar suas rotinas repetitivas durante a transição chega à jornada de 40 horas com a mesma capacidade de entrega, sem inflar a folha.

Por onde começar

  • Liste as tarefas repetitivas de cada função e estime quantas horas por semana elas consomem.
  • Marque o que é retrabalho: informação digitada mais de uma vez, conferências manuais, controles paralelos em planilha.
  • Automatize primeiro o que mais toma tempo, usando a janela de dois meses até a primeira etapa.
  • Refaça as escalas com dados: saber em que horário a demanda pica evita sobrar gente em um turno e faltar em outro.

Antes de escolher qualquer ferramenta, vale entender o processo. É o que defendemos em por que o negócio vem antes da tecnologia.

Fontes

Perguntas frequentes

Quando a jornada de 40 horas passa a valer?

Em duas etapas. Dois meses depois da promulgação, a jornada máxima cai de 44 para 42 horas semanais, com dois dias de descanso remunerado. Um ano depois dessa primeira etapa, cai para 40 horas. Acompanhe a promulgação e a regulamentação para confirmar as datas.

Como uma pequena empresa compensa as horas a menos sem contratar mais gente?

O caminho apontado pelo próprio Sebrae é ganhar produtividade: entender como a operação funciona hoje e cortar o que é retrabalho, como digitar a mesma informação várias vezes ou conferir controles na mão. Automatizar essas tarefas libera horas da equipe para o que gera receita.

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