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Sebrae Minas mapeia 7 perfis de empreendedor: qual é o da sua empresa?

Pesquisa do Sebrae Minas com 1.701 donos de pequenos negócios mostra que processos padronizados e tecnologia separam quem cresce de quem só sobrevive.

Resumo No Dia da Micro e Pequena Empresa, o Sebrae Minas divulgou uma pesquisa com 1.701 empreendedores que identificou sete perfis de dono de negócio. O contraste entre dois deles chama atenção: de um lado, empresas com processos padronizados e digitalizados; do outro, negócios com pouca estrutura e baixo uso de tecnologia, operando em modo de sobrevivência.

O que aconteceu

Em 5 de outubro, Dia Nacional da Micro e Pequena Empresa, o Sebrae Minas apresentou a pesquisa Faces do Empreendedorismo. O estudo ouviu 1.701 donos de microempresas e empresas de pequeno porte em Minas Gerais e cruzou fatores como inteligência emocional, inovação, gestão e vendas com dados de idade, escolaridade, porte e setor.

O resultado foram sete perfis: Adaptativo, Alta Performance, Em Desenvolvimento, Em Recuperação, Estruturado, Experiente e Influente. Segundo o Sebrae, o segmento de pequenos negócios reúne 96% das empresas do país e responde por 26,5% do PIB nacional.

O que isso muda para a sua empresa

Dois perfis ajudam a enxergar onde está a diferença. O Estruturado tem rotinas bem definidas, organização financeira e processos padronizados e digitalizados. O Em Recuperação tem pouca estrutura de gestão, baixo uso de tecnologia e práticas reativas — ou seja, apaga incêndio em vez de se antecipar a eles.

Um detalhe importante: nos dois casos, a grande maioria lidera microempresas. Tamanho não explica a diferença. O que separa um do outro é o jeito de trabalhar: ter o “como fazer” documentado e apoiado em ferramentas, em vez de guardado na cabeça do dono.

O custo de ficar de fora

Quando o processo não está escrito nem sistematizado, cada tarefa depende de quem está presente. O dono vira gargalo: precisa responder toda dúvida, conferir toda planilha e lembrar de toda cobrança. Esse tempo sai justamente do que faria o negócio crescer, como vender e cuidar de clientes.

Além disso, sem dados organizados, as decisões ficam no improviso. É difícil saber qual produto dá margem, qual cliente atrasa pagamento ou onde o retrabalho se acumula. O resultado é o “modo sobrevivência” que a pesquisa descreve: muito esforço para manter a empresa de pé e pouco espaço para planejar.

Por onde começar

  • Escolha um processo crítico, como vendas, cobrança ou atendimento, e escreva o passo a passo atual, do jeito que ele realmente acontece.
  • Marque onde há retrabalho: informação digitada duas vezes, planilhas paralelas, aprovações por mensagem.
  • Digitalize uma etapa por vez, começando pela que mais consome tempo da equipe.
  • Defina um indicador simples para acompanhar, como prazo de resposta ao cliente ou valor em atraso.

Ferramentas low-code tornam esse caminho acessível para empresas pequenas, sem depender de um sistema caro e engessado. Para entender quando faz sentido, leia Low-code para PMEs: o que é e quando faz sentido.

Fontes

Perguntas frequentes

O que é a pesquisa Faces do Empreendedorismo?

É um estudo do Sebrae Minas que ouviu 1.701 donos de micro e pequenas empresas e identificou sete perfis de empreendedor, combinando comportamento e práticas de gestão.

Minha empresa é pequena demais para padronizar processos?

Não. O perfil Estruturado da pesquisa lidera, em sua maioria, microempresas. Padronizar começa com coisas simples, como registrar o passo a passo das tarefas que mais se repetem.

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